De Anna Todd a Colleen Hoover: adaptações literárias movimentam o audiovisual em 2026

Do livro para as telas, histórias de romance que conquistaram leitores vêm ganhando cada vez mais espaço nos catálogos dos streamings. É nesse movimento que estreia, em 26 de agosto, no Prime Video, “O Último Nascer do Sol” (The Last Sunrise), adaptação do romance homônimo de Anna Todd, autora best-seller conhecida mundialmente pela série “After”.

Estrelado por Maia Reficco, Fernando Lindez e Eva Longoria, o longa leva para Maiorca uma história sobre amor, liberdade, amadurecimento e os limites impostos pela família e pela própria condição de saúde.

Na trama, Oriah “Ry” Pera (Maia Reficco), uma universitária de 22 anos que convive com uma doença crônica, viaja para Maiorca, na Espanha, com a mãe, Isolde (Eva Longoria). Acostumada à superproteção materna e às limitações impostas por sua condição de saúde, Ry encontra no verão a oportunidade de experimentar uma independência que até então parecia distante.

A mudança ganha novos contornos quando ela conhece Julián (Fernando Lindez), um jovem espanhol que a incentiva a aproveitar o presente e descobrir uma versão de si mesma que ainda não conhecia.

O romance, porém, não é apenas uma história de verão. À medida que a relação entre Ry e Julián se aprofunda, a piora de seu estado de saúde e revelações sobre o passado da família colocam em xeque a liberdade que a protagonista começa a conquistar. O conflito entre viver sob proteção e assumir as próprias escolhas se torna o centro da narrativa.

No livro, Anna Todd mergulha nos pensamentos de Ry, em seus medos e na relação complexa que ela mantém com a própria condição de saúde. A obra também desenvolve com maior profundidade o passado de sua família e a origem da postura extremamente protetora de sua mãe.

No filme, essa construção ganha uma abordagem mais concentrada na relação entre Ry e Julián e no processo de amadurecimento da protagonista. A adaptação privilegia o romance e a experiência transformadora vivida durante o verão, mantendo, ao mesmo tempo, temas centrais do livro, como autonomia, liberdade e a necessidade de encontrar um caminho próprio.

Para Clineia Candio, pedagoga e parceira da Disal, a diferença entre os formatos faz parte justamente do potencial das adaptações. “Os livros têm a possibilidade de desenvolver profundamente a história e os personagens, permitindo que os leitores conheçam seus pensamentos, criem vínculos e desenvolvam empatia. As adaptações para as telas, por sua vez, transformam essas histórias em uma experiência visual e aproxima o público de uma nova maneira daquele universo”, explica.

A chegada de “The Last Sunrise” acontece em um momento de forte valorização das adaptações literárias pelo mercado audiovisual. Segundo dados da Ampere Analysis, 83% das novas produções de romance encomendadas por streamings no primeiro semestre de 2026 eram roteirizadas, e mais de 40% delas tinham origem em obras literárias.

O levantamento também aponta que o volume de novas adaptações de livros cresceu 73% na comparação entre os períodos analisados. O romance permanece especialmente relevante entre o público de 18 a 24 anos: 49% dos entrevistados dessa faixa etária declararam interesse pelo gênero no primeiro trimestre de 2026.

O movimento deve continuar nos próximos meses. Entre as adaptações literárias que chegam às telas ainda em 2026 estão “A Hipótese do Amor”, de Ali Hazelwood, em 23 de setembro, no Prime Video; “Verity”, de Colleen Hoover, em 02 de outubro, nos cinemas; e “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita”, de Suzanne Collins, em 19 de novembro, também nos cinemas.

Para os leitores, a tendência cria uma via de mão dupla: enquanto os livros ganham novas audiências impulsionadas pelas adaptações, os lançamentos audiovisuais também despertam o interesse pelo material que deu origem às histórias. E a Disal, referência no mercado editorial, reforça seu papel ao aproximar os leitores das obras que estão prestes a ganhar as telas.

Verity – Colleen Hoover

O amor é capaz de superar a pior das verdades? Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história.

Nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série. Quanto mais tempo fica envolvida com a família, mais Lowen fica confusa na rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa.

A Hipótese do Amor – Ali Hazelwood

Depois de sair algumas vezes com Jeremy, Olive Smith, aluna do doutorado em Biologia da Universidade Stanford, ela percebe que sua melhor amiga gosta dele e decide juntá-los. Para mostrar que está feliz com essa escolha, Olive precisa ser convincente: afinal, cientistas exigem provas.

Sem muitas opções, ela resolve inventar um namoro de mentira e, num momento de pânico, beija o primeiro homem que vê pela frente. O problema é que esse homem é Adam Carlsen, um jovem professor de prestígio – conhecido por levar os alunos às lágrimas.

Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita – Suzanne Collins

Ao amanhecer do dia da colheita da Quinquagésima Edição dos Jogos Vorazes, o medo toma conta dos distritos de Panem. Nesse ano, em comemoração ao Massacre Quaternário, o dobro de tributos será levado de suas casas.

No Distrito 12, Haymitch Abernathy está tentando não pensar muito nas suas chances de ser sorteado – só quer sobreviver ao dia e passar um tempo com a garota que ama. Mas, ao ser escolhido, todos os sonhos de Haymitch desmoronam.

Crédito da imagem em destaque: Divulgação.

da Redação