Com uma proposta no mínimo diferente, “O Fim da Rua” (End of the Oak Street) chega aos cinemas e entrega uma história que mistura o cotidiano de uma família suburbana dos anos 1980 e a improvável necessidade de lutar por suas vidas enquanto enfrenta dinossauros que invadiram o bairro em que vivem.
Neste que é o ano mais movimento de sua carreira, Anne Hathaway brilha na terceira aparição nas telonas em 2026 (a atriz já marcou seu nome na aguardada continuação “O Diabo veste Prada 2” e no sucesso de bilheteria “A Odisseia”. E ainda poderá ser vista na adaptação do livro “Verity”, que estreia em 1º de outubro no Brasil) ao interpretar Denise Platt no longa escrito e dirigido por David Robert Mitchell.

A matriarca esconde a insatisfação com a rotina de seu casamento – embora seu marido, Greg (Ewan McGregor) esteja longe de ser uma pessoa ruim, pelo contrário, já que beira a positividade tóxica, mesmo quando as coisas não vão bem.
Junto aos filhos Audrey (Maisy Stella) e Brian (Christian Convery), e ao simpático cachorro, Starbuck (Buzz / Brisket), o casal se verá diante de uma ameaça sem precedentes, quando, após um clarão no céu, as imediações de sua rua parecem ter mudado de lugar, tornando-se uma espécie de habitat híbrido, no qual o espaço é disputado por animais pré-históricos e seres humanos.

Descobrir o que causou esse colapso e como fazer para sobreviver a ele será a missão dos protagonistas. E dá para dizer que muita coisa acontece nos 100 minutos de duração do filme, incluindo decisões que vão surpreender quem espera por algo óbvio (se é que isso seria possível, a partir do roteiro).
Eu não vivi a época retratada na obra, mas, conheço vários elementos que marcaram a geração oitentista. Mas, pela empolgação de colegas que tiveram a chance de acompanhar de perto esse tempo, a maneira como tudo é mostrado em tela é convincente o bastante para ativar o botão da nostalgia.

Acostumado a associar “Dinossauros no cinema” à franquia “Jurassic Park”, confesso ter ficado (positivamente) surpreso com a escolha de design dos animais que, para mim, ganham um ar ainda mais realista – seja pelo visual ou pelas atitudes que não são amenizadas e seguem com cenas bastante gráficas.
“O Fim da Rua” é aquele tipo de produção que a gente assiste sem saber o que esperar e, por isso, não cai no erro de levantar altas expectativas. E, conforme a narrativa avança, percebe-se que o material tem muito a oferecer na forma de entretenimento de qualidade.
por Erik Alves – especial para CFNotícias
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros. Pictures.