Chega aos cinemas o filme mais fashion do ano, trazendo personagens inesquecíveis em uma nova história cheia de moda. “O Diabo veste Prada 2” (The Devil wears Prada) arrasará nas telas de todo o país.
No longa dirigido por David Frankel, temos o retorno de Andrea “Andy” Sachs (Anne Hathaway) que, depois de uma decepção em seu emprego como jornalista investigativa, é convidada a atuar novamente na revista Runway após 20 anos. Mas, ela não esperava uma volta ainda mais conturbada do que sua primeira vez trabalhando com a difícil Miranda Priestly (Meryl Streep).
Entre altos e baixos, a sequência mantém o alto padrão de seu antecessor. Na narrativa escrita por Aline Brosh McKenna, os personagens estão mais maduros, com objetivos definidos e as interações são hilárias e complicadas. O que me deixou mais surpreso foi descobrir que Miranda tem um coração, ou pelo menos algo parecido, só que não deixa transparecer. É, certamente, um dos pontos altos do filme.

A produção conta com várias reviravoltas que deixarão os espectadores admirados. Particularmente, gostei da inteligência como certas situações que seriam perigosas para a Runway, Miranda e Andy são resolvidas com estratégias que demonstram a natural sagacidade de seus personagens.
Também vale destacar a ótima crítica sobre as relações das organizações geridas por pessoas sem escrúpulos, ou jovens executivos que não se importam com a história ou importância de ícones de empresas tradicionais. O tema é evidente nas ações Jay (B.J. Novak), novo proprietário da revista, que apenas visa o lucro, sem pensar no conteúdo.
Sempre digo que, nos dias atuais, com o desespero de ser visto e engajado em redes sociais digitais, a qualidade perde para a audiência, ou seja, o número de seguidores, acessos ou compartilhamentos de um material. Este tipo de ação é constante em nossa sociedade contemporânea que valoriza mais as pessoas que não possuem nada de interessante a falar ou mostrar (mas que são seguidos por milhões de usuários), do que profissionais capacitados e que realmente conhecem o assunto que apresentam.

A situação é bem explorada pelo roteiro, que faz um alerta importante. Além disso, também há outras situações polêmicas na narrativa, com maravilhosas interações entre os personagens principais e situações cômicas que farão conquistarão o público.
Miranda, Andy e Nigel permanecem fantásticos. Os personagens trabalham sincronizados e suas falas são precisas e ácidas, criando cenas épicas e importantes para o desenvolvimento da história. E, é claro, também temos a volta de Emily Charlton (Emily Blunt). Ex-funcionária da Runway, agora ele atende a uma influente marca da moda varejista. O cargo mudou, mas ela continua a mesma pessoa inteligente, porém, ainda fútil e gananciosa.
Para os fãs de figuras icônicas, cabe lembrar que há uma curta participação de Lady Gaga. A cantora está na trilha sonora da obra, com três faixas inéditas: “Shape of a Woman”, “Glamorous Life” e a parceria com a rapper Doechii, “Runway”.

Sem deixar de comentar que, visualmente, “O Diabo veste Prada 2” é muito bonito e oferece cortes de cenas que parecem capas de revista. Parte se deve ao excelente trabalho da figurinista Molly Rogers e suas criações que enchem a tela.
Corra (ou, melhor, desfile) até o cinema mais próximo e divirta-se.
por Clóvis Furlanetto – Editor
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela 20th Century Studios.