Crítica: Mortal Kombat 2

Fatality! Essa palavra descreve o nível do filme que chega aos cinemas de todo o país. “Mortal Kombat 2” (Mortal Kombat II) estreia com a promessa de finalizar seus oponentes nas bilheterias.

Calma, não precisa se preocupar se não for fã ou gamer, pois como o longa dirigido por Simon McQuoid é mais uma adaptação para as telonas do sucesso dos vídeos games antigos e atuais, a narrativa é bem completa, com uma história coesa e elementos de ação e aventura que serão compreendidos sem problemas.

Agora, para os fãs e gamers será uma sensação de imersão completa como se fossem personagens da trama, acompanhando os combates, golpes e demais lutas de estilos diferentes para manter os reinos em segurança.

Mortal Kombat, como o próprio nome indica é um combate mortal até o último participante que sobrar em pé. Por este motivo, lutadores de dimensões diferentes são escolhidos como campeões de seus reinos para defender a liberdade de seu povo.

E é neste ponto que somos apresentados a Johnny Cage (Karl Urban), um ator de filmes de ação com sua carreira em declínio e também ex-campeão de lutas marciais, que é recrutado por Sonya Blade (Jessica McNamee) e pelo poderoso deus, Lorde Raiden (Tadanobu Asano), para ser o campeão do planeta Terra em uma disputa pelo destino de todos os seres humanos.

Será uma luta pessoal para Cage, pois ele não acredita mais em si e não acha que seja verdade as informações recebidas pelas estranhas pessoas que o procuram. Mas, seu ceticismo é derrubado quando é convocado para a primeira luta Torneio, enfrentando Kitana (Adeline Rudolph).

“Mortal Kombat 2” é a sequência de “Mortal Kombat” de 2021, com uma outra luta pelo Plano Terreno, mas antes que pensem que o roteiro de Jeremy Slater pode soar repetitiva, vale dizer que as história e lutas se passam em locais diferentes, e que há uma excelente escalação de personagens antigos e novos.

O torneio segue um padrão de dez etapas que, se vencidas consecutivamente, dá um grande poder de dominação ao ganhador, ou ainda pode libertar outro plano dimensional. As possibilidades são quase ilimitadas.

Nesta segunda parte, acompanhamos a décima luta pelo controle do Plano Terreno, tendo à frente dos antagonistas, Shao Kahn (Martyn Ford), o Imperador da Exoterra. Esse personagem, tanto no jogo quanto no filme,  é implacável e conhecido por burlar as regras de combate do torneio.

As interpretações estão incríveis, e dá para dizer que atores e atrizes conseguiram colocar na tela a essência dos lutadores que representam. E, graças ao trabalho excelente de coreografia, temos a impressão de estarmos jogando e participando da ação com cada golpe.

Não perca essa chance de ser o herói ou heroína de seu mundo contra as forças do mal. Vá ao cinema e, como diz Lorde Raiden “AYUMBABAAAAAAAY”.

por Clóvis Furlanetto – Editor

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros. Pictures.