Crítica: Cansei de ser Nerd

Chega aos cinemas a nova comédia nacional, “Cansei de Ser Nerd”, que promete risadas do público tratando de um tema bem contemporâneo da nossa sociedade.

O longa nos apresenta o perspicaz fã de cultura pop Aírton (Fernando Caruso), que carrega uma grande frustração: perder seu grande amor na adolescência, a tão ou mais inteligente, Juliana (Bia Guedes).

Vinte anos depois, ele tem uma segunda chance de consertar as coisas, durante a reunião de turma de sua escola. Mas, o que não sabe é que sua vida está em perigo e precisará de todos os seus conhecimentos para salvar a si próprio e a seus amigos.

A produção carrega grandes questionamentos de nosso tempo, envolvendo bullying e segregação social, com muito humor e piadas rápidas para que a narrativa se torne mais leve.

Vale dizer que muitas das piadas usadas trazem referência a seriados, desenhos e filmes que podem não fazer parte do repertório do público. Contudo, isso não significa que os espectadores ficarão perdidos, uma vez que em cada cena, há outros elementos que poderão ser facilmente reconhecidos.

O roteiro de Renato Fagundes, Thaisa Damous, Luiz Noronha e Gualter Pupo (sendo este último, também diretor da obra) trabalha com elementos de suspense, mistério, ficção científica e um pouco de terror, o que significa que há momentos na narrativa atraentes para quase todos os tipos de públicos.

No elenco, além de Fernando Caruso e Bia Guedes, também estão presentes Pedro Benevides (Uísses), Thais Belchior (Beth), João Velho (Charles), Ciça Gimarães (Dona Têca).

“Cansei de Ser Nerd” é simples e funciona. Consegue passar sua mensagem de forma direta, sem se prender a estereótipos comuns nas produções atuais.

Assim como explora a condição humana com um humor, sem ser ofensivo ou tentar ser intelectual demais. Uma produção na medida certa, para quem procura um conteúdo divertido e descompromissado.

por Clóvis Furlanetto – Editor

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela H2O Filmes.