O É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários anunciou no último fim de semana os vencedores de sua 31ª edição. “Qualifying Festival”, a honraria torna seus premiados elegíveis para consideração para o Oscar.
O filme de estreia do pernambucano Douglas Henrique, “Os Arcos Dourados de Olinda”, sobre o embate em torno da instalação de uma unidade da rede McDonald’s, foi escolhido o melhor curta-metragem brasileiro, com um prêmio de seis mil reais. A produção também levou quatro das premiações paralelas do evento.
“Pela irreverência e pelo humor na construção de uma narrativa lúdica que surpreende ao reinventar o uso do material de arquivo”, destacou a justificativa do júri. “Ao transfigurá-lo com liberdade e invenção, o filme constrói uma crítica ao imperialismo ao mesmo tempo afiada e desarmada, que assume sem receio o popular, o clichê e as contradições da própria identidade”, complementa o texto.
Além da premiação principal, o curta levou ainda o Prêmio Canal Brasil de Curtas, Prêmio Mistika, Prêmio edt. (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual) – de montagem para Claudio Tammela e Rafael Saar, com assistência de montagem de Mayara Proença e Vinícius Medeiros – e Prêmio APACI (Associação Paulista de Cineastas). Anteriormente, o filme ganhou uma menção honrosa no 27º Festival do Rio e melhor curta documental internacional no 23º Bogoshorts – Festival de Curtas de Bogotá (Colômbia).
“Os Arcos Dourados de Olinda” é um curta-metragem documental totalmente realizado a partir de imagens de arquivo. O filme analisa uma guerra fria tardia em 2000, entre o primeiro mandato da prefeita comunista, Luciana Santos, e o primeiro restaurante fast food da histórica cidade de Olinda. Seu diretor, Douglas Henrique, é conhecido por sua trajetória na direção de fotografia, montagem e curadoria de festivais.
Crédito da imagem em destaque: Inferno Produções.
da Redação CFNotícias