Com estreia antecipada, chega aos cinemas brasileiros, “Homem-Aranha: Um Novo Dia” (Spider-Man: Brand New Day), que apresenta o herói em uma nova fase de sua vida.
O longa estreia depois de três aventuras solo protagonizadas pelo ator Tom Holand: “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017), “Homem-Aranha: Longe de Casa” (2019) e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (2021). E aparições em “Capitão América: Guerra Civil” (2016), “Vingadores: Guerra Infinita” (2018) e “Vingadores: Ultimato” (2019).
Esta versão do Escalador de Paredes está um pouco mais próxima da que realmente esperamos da vida que Peter Parker leva, sem contar com recursos infinitos fornecidos por Tony Stark / Homem de Ferro (Robert Downey Jr).
Para quem não lembra, no capítulo anterior da franquia, Peter/Aranha (Tom Holand) pede ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) que apague a memória de seu amigo Ned (Jacob Batalon), de sua namorada, Michele Jones / MJ (Zendaya) e de outras pessoas que conheciam sua identidade secreta, para assim, mantê-las em segurança.
Quatro anos depois (segundo a cronologia da narrativa), o herói sente todo o peso de sua decisão, pois está sozinho, sem amigos e tentando não ser notado em seu dia a dia.
Mas, com a chegada de uma ameaça mortal e que pode controlar a mente de qualquer pessoa, o Cabeça de Teia precisa correr contra o tempo, a fim de evitar que a cidade de Nova York seja destruída e seus amigos (mesmo que eles não saibam que ele existe) sofram as consequências.
As presenças de Frank Castle /Justiceiro (Jon Bernthal) e de Bruce Banner (Mark Ruffalo) quando consegue controlar a fúria do Hulk, se tornam uma vantagem quando precisa de ajuda, mas a tarefa exigirá muito mais do que eles imaginam.
Mesmo com a aproximação deste Homem-Aranha com as expectativas que os fãs desejam que sejam supridas, ainda falta um longo caminho, pois este Peter Parker ainda tem acesso a tecnologias caras e não é explicado como se mantém para pagar suas contas, por exemplo.
O motivo de entrar neste tópico é para conseguir fazer uma comparação com as próprias histórias em quadrinhos e com “Homem Aranha” (2002), dirigido por Sam Raimi, estrelado por Tobey Maguire como o eterno aracnídeo e Kirsten Dunst como Mary Jane (MJ) Watson.
O referido longa revolucionou os conteúdos de heróis e deixou o caminho aberto para a chegada de novas obras cinematográficas neste estilo, além de apresentar um Homem-Aranha sem dinheiro, tendo que trabalhar em dois empregos para se manter e correndo contra o tempo para combater o crime.
Voltando ao novo filme, eu gostei e, como disse antes, finalmente senti que o Aranha de Tom Holand começou a andar na direção certa. Também destaco a primeira participação de Sadie Sink no Universo Marvel. Vale muito a pena ser visto nas telonas, por este motivo não fique apenas esperando chegar ao streaming.
O roteiro escrito pelo diretor Destin Daniel Cretton, Chris McKenna e Erik Sommers é bem conciso e apresenta uma trama que prende do começo ao fim, o que permite uma imersão maior do público. Sem esquecer que temos a impressão de estarmos em uma revista em movimento, o que o fã espera de obras deste tipo.
As cenas de ação e de movimentação do Amigão da Vizinhança são maravilhosas e proporcionam aos espectadores a incrível a sensação de estar projetando as teias com o herói, assim como de participar das batalhas.
Caso as histórias vindouras sigam o caminho aberto em “Homem-Aranha: Um Novo Dia” e continuem aproximando o personagem de sua origem real, certamente teremos grandes momentos de diversão de qualidade.
Não perca tempo, verifique se o seu lançador de teias está carregado e vá balançando até o cinema mais próximo.
por Clóvis Furlanetto – Editor Aranha
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Sony Pictures.