
Chega às lojas o romance de estreia da autora norte‑americana Marisa Crane, “Eu guardo meu exoesqueleto dentro de mim”, lançado pela Editora Planeta. A obra apresenta uma distopia íntima e profundamente humana que imagina uma nova forma de punição estatal: em vez da prisão, pessoas condenadas passam a carregar sombras extras, marcas visíveis da culpa que as expõem à vigilância, ao preconceito e à exclusão.
É nesse cenário opressor, que parece inquietantemente próximo do mundo real, que acompanhamos Kris — uma mulher que enfrenta o luto pela esposa, a condição de mãe solo e o nascimento de uma filha já marcada com uma segunda sombra.
A obra se destaca por transformar elementos distópicos em metáforas potentes sobre controle dos corpos, punição do afeto e resistência queer. Kris, enquanto tenta proteger a filha e reconstruir a própria vida, encontra amparo em uma comunidade de marginalizados que cria novas formas de viver, amar e sobreviver à violência institucional. Entre a dor coletiva e a ternura que insiste em florescer, a narrativa revela como vínculos afetivos podem se tornar atos de subversão.
Com lirismo, intensidade e uma sensibilidade profundamente contemporânea, Eu guardo meu exoesqueleto dentro de mim aborda temas como luto, maternidade, vigilância do Estado, vivências lésbicas e a força transformadora do amor. A obra foi vencedora do Prêmio Lambda na categoria Ficção Especulativa LGBTQIAP+, consolidando a autora como uma das vozes mais promissoras da literatura queer atual.
Eu guardo meu exoesqueleto dentro de mim chega ao Brasil como uma ficção especulativa que transcende o gênero, fazendo um convite para refletir sobre empatia, estigma e as estruturas de poder que moldam a vida em sociedade — ao mesmo tempo em que ilumina, com delicadeza, a potência da resistência silenciosa.
Ficha Técnica:
Título: Eu guardo meu exoesqueleto dentro de mim
Autora: Marise Crane
Tradução: Val Ivonica
ISBN: 978-85-422-4044-3
Páginas: 288
Preço livro físico: R$ 69,90
Editora: Planeta
da Redação CFNotícias