Chega aos cinemas a segunda produção do universo DC da era do diretor James Gunn. Com a estreia de “Supergirl”, temos a oportunidade de ver e saber sobre a personagem que é mais conhecida nos quadrinhos.
A trama (baseada na graphic novel “Supergirl: Mulher do Amanhã”) é iniciada com uma Kara Jor-el (Milly Alcock) sem o manto, apenas alguém que apresenta problemas comuns, além da dor pela perda de seus pais e seu planeta Krypton. Ela é prima do Superman (David Corenswet) e possui os mesmo poderes.
Só que Kara quer afogar suas mágoas em bares pelo universo e para isso precisa ir a planetas que orbitam um sol vermelho, pois neste ambiente, seus poderes são anulados e ela fica vulnerável e suscetível aos efeitos das bebidas.

O que ela não sabe é que em um desses mundos, conhecerá a jovem Ruthye (Eve Ridley), que presenciou a morte de seus pais e irmão, pelo maquiavélico Krem (Matthias Schoenaerts). É quando deverá escolher entre ser uma continuar sendo apenas vítima ou tornar-se, de fato, uma heroína.
A protagonista ainda terá um encontro inesperado com Lobo (Jason Momoa), um mercenário imortal que só se preocupa com três coisas: ele mesmo, sua moto e beber o que puder.
Claro que o super-cão Krypto aparece e rouba a cena em todos os momentos. Ele está no centro de uma importante decisão que sua tutora deverá tomar, enquanto luta contra o tempo para tentar salvar a vida de seu fiel companheiro de quatro patas.

Um ponto que me preocupava até o lançamento do filme era como o diretor Craig Gillespie contaria a história da personagem, pois Kara/Supergirl faz uma rápida participação no final de “Superman” (2025) de uma forma inusitada: bêbada e cambaleando, o que preocupou a comunidade de fãs (inclusive eu), e deixou a dúvida de como uma figura tão importante do universo DC seria tratada.
Mas, a explicação é dada ao longo da narrativa, através de um crescente flashback sobre a vida em seu mundo, até a chegada ao planeta Terra, que explica sua desilusão e raiva de sua situação.
E sua redenção é algo que depende de cada uma de suas escolhas durante a caçada a Krem. Assim como o amparo a Ruthye terá um papel importante no resgate da confiança da heroína. Lembrando que, diferente de seu primo Ka-El/Clark, Kara/Supergirl tem outra visão entre justiça e vingança.

Quanto à participação de Lobo, a essência do caçador de recompensas foi captada e transferida para a tela pelo ator Jason Momoa. Vemos em ação um dos anti-heróis mais adorados pelos fãs, que, em minha opinião, deve ganhar uma produção solo.
“Supergirl” surpreende por sua ação e visual únicos, transmitindo a sensação de aventura, como se fizéssemos parte da narrativa, enquanto folheamos as páginas de uma revista em quadrinhos.
Não perca tempo, vista sua capa e voe para os cinemas.
por Clóvis Furlanetto – Editor
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros. Pictures.