Crítica: Natal Sangrento

Chega aos cinemas uma história natalina que irá arrepiar os cabelos dos espectadores. “Natal Sangrento” (Silent Night, Deadly Night) estreia para colorir de vermelho a vida das pessoas na “Noite Feliz”.

Os famosos remakes, ou seja, refilmagens de obras cinematográficas, sempre representam apostas arriscadas. Mas, de vez em quando, uma destas produções supera o original.

Este é o caso de “Natal Sangrento”, cujo original foi lançado em 1984 e que gerou várias sequências: “Natal Sangrento 2: Retorno Macabro” (1987), “Natal Sangrento 3: Noite do Silêncio” (1989), “Natal Sangrento 4: A Iniciação” (1990), “Natal Sangrento 5: O Horror na Loja de Brinquedos” (1991) e “Natal Sangrento” (2023).

Na nova produção temos o jovem Billy Chapman (Rohan Campbell) que, quando criança, testemunhou o terrível assassinato dos pais por homem vestido de um Papai Noel. Por alguma Magia do Natal (ou algo parecido), o menino recebe uma missão macabra: perseguir e eliminar todas as pessoas que não foram boas.

Esta já é uma diferença do filme original que não possuía uma linha de ação tão definida. Agora em todo mês de Dezembro, até a noite de Natal, a tarefa de Billy – com roupa de Papai Noel e um machado – é clara, pois não deve pular nenhum dia do período de festas sem realizar uma morte justificada, caso contrário um inocente poderá ser uma vítima do destino.

Em sua jornada macabra, o Papai Noel justiceiro encontra não só o amor, mas também assassinos e todo o tipo de escória humana. É um caso raro em que torcemos pelo assassino que está limpando o mal do mundo.

O público pode esperar muito sangue e humor macabro, elementos essenciais neste tipo de obr. A ambientação lembra muito os títulos da saudosa década de 1980, onde este tipo de filme era comum.

É um longa em que não se devemos esperar grandes atuações ou um roteiro digno de prêmios, mas isso não é um problema ou ponto negativo, representa apenas o estilo da produção que, em minha, opinião está muito melhor que outras do gênero que prometem medo e terror, mas não conseguem chegar aos pés deste remake escrito e dirigido por Michael P. Nelson.

Quer uma diversão natalina macabra? Então não deixe de ir ao cinema assistir  a “Natal Sangrento”.

por Clóvis Furlanetto – Editor

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films.