Crítica: Mãe Fora da Caixa

“Mãe Fora da Caixa”? Nem tanto. Talvez muitas mulheres estão com a intenção de serem mães têm a mesma visão, a de que será tudo lindo e maravilhoso, tanto na gestação quanto após o nascimento de seu bebê.

Na comédia nacional, Manú, vivida por Miá Mello, está grávida à espera de Nina e por estar próximo de seu parto, está se afastando temporariamente de seu trabalho como Diretora de Eventos de um grande hotel.

Na despedida, abre-se a porta de um dos locais de eventos, e tem-se a surpresa: As colegas estavam ali para desejar tudo de bom, mas…a bolsa estoura. Lá vai ela correndo para o hospital, fugindo de tudo que ela havia preparado para aquele momento.

Enquanto isso, seu marido, André (Danton Mello), está voando – literalmente – afinal, é piloto de helicóptero. Ele até chega a tempo de acompanhar a chegada de sua filhinha ao mundo, mas o resto de seus planos para tornar o momento ainda mais único, não pôde se concretizar.

Ao voltar para casa, a ideia é de que o casal dará conta da nova vida, agora no papel de pais. Porém, a realidade é que Manú terá que encarar os desafios de cuidar de um bebê na maior parte do tempo, sozinha, após o término da licença paternidade de André.

A ideia de que conseguiria resolver tudo se esvai a partir de choros quase constantes (tão normais nessa primeira fase). Quando sua mãe chega, as dificuldades parecem menores, até que ela se mostra como aquele tipo de avó que sabe tudo. Em contrapartida ao sogro, que é tranquilo demais para ser útil.

Quando o quadro parece complicado o bastante, André vai mais longe por uma promoção e as amigas de Manú contribuem para que as temidas “neuras” se instalem na cabeça da protagonista. A principal: Será que, enquanto a esposa fica em casa cuidando da filha dos dois, ele tem outro relacionamento fora do casamento?

Para saber como isso se desenvolve, só assistindo ao longa dirigido por Manuh Fontes, a não ser que já tenha lido o livro e assistido à peça teatral homônimos de Thaís Vilarinho, nos quais o filme é inspirado.

A produção é ótima. Você acompanha o que toda mãe pode viver “fora da caixa”, o famoso “ser mãe é padecer no paraíso”.

por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Galeria Distribuidora.