Crítica: A Mula


Existem ícones do cinema mundial que apenas a menção de seus nomes fornece uma sensação de sucesso a qualquer produção. Este é o caso do filme “A Mula” (The Mule) que estreia hoje e é dirigido, estrelado e produzido por Clint Eastwood em um de seus melhores momentos em minha opinião.

Eastwood interpreta Earl Stone que está na pior: falido, separado da família e na iminência de perder seu único negócio. Quando tudo parece acabado ele recebe uma proposta irrecusável e deverá trabalhar como motorista, mas o que era para ser um trabalho simples revela-se um grave problema, pois ele é na verdade uma mula (termo usado para definir as pessoas que transportam drogas) de um cartel mexicano.

O protagonista continua na sua nova rotina e consegue reverter a falta de dinheiro em sua vida, mas infelizmente os erros que são cometidos com o transporte de drogas atingem o homem de 80 anos que sente a culpa e o peso de suas ações. Agora a corrida será para tentar corrigir suas inúmeras transgressões antes que o DEA (Polícia especializada em combate às drogas dos EUA) ou o cartel consigam pôr fim em suas viagens.

O filme foi inspirado no artigo da New York Times Magazine “The Sinaloa Cartel’s 90-Year-Old Drug Mule”, de Sam Dolnick. E rendeu um maravilhoso roteiro, assinado por Nick Schenk, que nos prende do começo ao fim.

Para meu deleite e os fãs de Eastwood não há grande efeitos visuais, mas uma narrativa textual e sentimental nas interpretações que farão qualquer um tremer nas poltronas.

Contar mais é estragar uma aventura pelo imaginário de uma trama intrigante. Prepare seu Ford Gran Torino e acelere até o cinema.

por Clóvis Furlanetto – Editor