Às vésperas do início da 23ª edição da Copa do Mundo da FIFA, que acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho, sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, nada melhor do que já ir aquecendo as energias.
Para isso, a dica é assistir a “Zico, o Samurai de Quintino” e se empolgar com a carreira vitoriosa do jogador que, ao contrário do que dizem, não dispensa apresentações. Afinal, a maior parte da geração nova só ouviu falar de craques do futebol atual, mas não sabe quase nada sobre uma época na qual se via o amor transpirando em cada suor e lágrimas a cada conquista de campeonatos. No documentário é isso que vemos.

Ao mostrar a paixão de Arthur Antunes Coimbra, ou simplesmente, Zico, desde adolescente querendo mergulhar no futebol, em especial no Flamengo, o filme entrelaça o jogador e o time rubro-negro carioca.
Acompanhamos sua trajetória, não somente profissional, mas também a pessoal de quando veio de Quintino, bairro tradicional da Zona Norte do Rio de Janeiro. Também descobrimos o que o levou a ganhar o famoso apelido de “Galinho de Quintino”.
Curiosamente, se fosse por seu pai, Sr. José Antunes Coimbra (que nunca foi a um estádio ver o filho em ação), Zico não se tornaria jogador de futebol. Mas, como acontece em algumas famílias de ídolos, depois de um tempo os parentes acabam dando apoio.

Os espectadores vão se emocionar com cada gol, os dribles sensacionais que somente quem tem amor ao que faz, consegue realizar. E compartilhar da surpresa de sua esposa, Sandra, ao saber que ele aceitou mudar-se para o Japão, a fim de estar em um time que lembrava uma equipe simples de várzea.
Conforme as imagens passam na tela, a sensação é a de estar em uma roda de amigos, com as presenças de Parreira, Junior, e outros companheiros que estiveram em seu caminho. “Zico, o Samurai de Quintino” é feito para quem gosta de futebol e / ou deseja se espelhar em trajetória de sucesso.

Dirigida por João Wainer, a obra fala ainda sobre superação, e até certa teimosia do craque que, após ter se lesionado em um jogo, contrariou os médicos, e voltou aos campos antes de concluir as sessões de fisioterapia. E algo interessante: Ele nunca perdeu um voo, talvez por ter um lado muito organizado.
Com o título do filme, o “galinho” virou asiático, “samurai”, sinônimo de guerreiro, como é reconhecido na Terra do Sol Nascente. Curiosidade: a produção tem legendas em japonês, uma vez que deve ter grande êxito entre seus fãs do Japão.
por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Downtown Filmes.
*Crédito da imagem em destaque: Divulgação.