Crítica: Zico, o Samurai de Quintino

Às vésperas do início da 23ª edição da Copa do Mundo da FIFA, que acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho, sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, nada melhor do que já ir aquecendo as energias.

Para isso, a dica é assistir a “Zico, o Samurai de Quintino” e se empolgar com a carreira vitoriosa do jogador que, ao contrário do que dizem, não dispensa apresentações. Afinal, a maior parte da geração nova só ouviu falar de craques do futebol atual, mas não sabe quase nada sobre uma época na qual se via o amor transpirando em cada suor e lágrimas a cada conquista de campeonatos. No documentário é isso que vemos.

Crédito Pedro Curi

Ao mostrar a paixão de Arthur Antunes Coimbra, ou simplesmente, Zico, desde adolescente querendo mergulhar no futebol, em especial no Flamengo, o filme entrelaça o jogador e o time rubro-negro carioca.

Acompanhamos sua trajetória, não somente profissional, mas também a pessoal de quando veio de Quintino, bairro tradicional da Zona Norte do Rio de Janeiro. Também descobrimos o que o levou a ganhar o famoso apelido de “Galinho de Quintino”.

Curiosamente, se fosse por seu pai, Sr. José Antunes Coimbra (que nunca foi a um estádio ver o filho em ação), Zico não se tornaria jogador de futebol. Mas, como acontece em algumas famílias de ídolos, depois de um tempo os parentes acabam dando apoio.

Crédito: Peter Wrede

Os espectadores vão se emocionar com cada gol, os dribles sensacionais que somente quem tem amor ao que faz, consegue realizar. E compartilhar da surpresa de sua esposa, Sandra, ao saber que ele aceitou mudar-se para o Japão, a fim de estar em um time que lembrava uma equipe simples de várzea.

Conforme as imagens passam na tela, a sensação é a de estar em uma roda de amigos, com as presenças de Parreira, Junior, e outros companheiros que estiveram em seu caminho. “Zico, o Samurai de Quintino” é feito para quem gosta de futebol e / ou deseja se espelhar em trajetória de sucesso.

Crédito: Peter Wrede

Dirigida por João Wainer, a obra fala ainda sobre superação, e até certa teimosia do craque que, após ter se lesionado em um jogo, contrariou os médicos, e voltou aos campos antes de concluir as sessões de fisioterapia. E algo interessante: Ele nunca perdeu um voo, talvez por ter um lado muito organizado.

Com o título do filme, o “galinho” virou asiático, “samurai”, sinônimo de guerreiro, como é reconhecido na Terra do Sol Nascente.  Curiosidade: a produção tem legendas em japonês, uma vez que deve ter grande êxito entre seus fãs do Japão.

por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Downtown Filmes.

*Crédito da imagem em destaque: Divulgação.