Crítica – Ditto: Conexões do Amor

“Ditto: Conexões do Amor” (Donggamé) um filme coreano de 2022, que trabalha com a ideia de tempos diferentes, mas sem cair naquele modelo clássico de viagem no tempo como visto em “De Volta para o Futuro”.

No longa escrito e dirigido por Eun-young Seo, não há mudanças no passado nem efeitos diretos no futuro. A proposta é mais simples e até mais leve: mostrar como duas pessoas de épocas diferentes – Kim Yong (Yeo Jin-goo) e Kim Moo-nee (Cho Yi-hyun) podem se conectar emocionalmente.

Uma coisa que me chamou bastante atenção foi o contraste tecnológico. A narrativa começa mostrando circuitos analógicos, rádios, transistores — tudo mais “manual” — e depois contrapõe isso com o futuro, onde aparecem celulares e pequenos chips. Essa diferença ajuda a reforçar a ideia da passagem do tempo sem precisar de explicações complexas.

Apesar de trabalhar com essa temática, “Ditto: Conexões do Amor” não entra muito em questões filosóficas profundas sobre o tempo. Não há grandes reflexões ou questionamentos mais complexos. Ele segue mais como uma comédia romântica leve, focada nos relacionamentos e nos sentimentos dos personagens.

Achei uma agradável de assistir, indicada principalmente para quem gosta de dorama. Ele tem aquele estilo mais sensível, com momentos fofos e um desenvolvimento voltado para o romance. Não exige muito do espectador, mas cumpre bem a proposta de entreter.

No geral, minha impressão foi de uma produção simples, com uma ideia interessante, mas que prefere não se aprofundar muito. Funciona bem como romance e como passatempo, mas não deixa grandes reflexões depois que termina.

por Ricardo Nozaki – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Sato Company.