Chega aos cinemas o encerramento da saga da família Crawley, que durante anos entreteve o público com uma longeva série de televisão onde foram mostradas as alegrias e agruras da aristocracia inglesa.
A obra que deu origem aos filmes estreou em 2010 e terminou em 2015. Os protagonistas eram os membros da família Crawley que vivem na fictícia propriedade conhecida como Downton Abbey, em Yorkshire, no Reino Unido, com os fatos acontecendo entre os anos de 1912 e 1926.
O primeiro título para as telonas, “Downton Abbey – O Filme”, foi lançado em de 2019; a sequência, “Downton Abbey II – Uma Nova Era”, em 2022. E o terceiro capítulo da trilogia, “Downton Abbey – O Grande Final” (Downton Abbey: The Grand Finale) acaba de estrear.

O roteiro de Julian Fellowes (criador da série original) foca na hierarquia da aristocracia britânica, e em sua estrutura social, com os impactos de eventos históricos que são tratados durante o longa.
A família Crawley luta para manter sua fortuna e propriedades. Sua rotina com a alta sociedade e a boa relação com os empregados da propriedade são explorados na temática apresentada.
Dirigida por Simon Curtis, a produção conclui de maneira adequada todas as tramas apresentadas. Começa o ano de 1930, e os Crawley enfrentam novos problemas, como um escândalo envolvendo Lady Mary (Michelle Dockery) e a descoberta do desvio de bens por um criminoso americano, enquanto preparam a nova geração de futuros herdeiros da tradição familiar.
A princípio, talvez pareça uma um tema vulgar e sem apelo emocional, por retratar a vida social e privada de uma rica família britânica. Mas, conforme assistimos, notamos como o enredo é denso, com uma narrativa cheia de reviravoltas, emoção e sensibilidade. Temos a oportunidade de conhecer aspectos históricos importantes e personagens cativantes e passionais.

É muito interessante como funciona a relação da aristocracia e seus níveis hierárquicos, o respeito pelos funcionários e vice-versa. Sem contar como os valores sociais mudaram ao longo do tempo, já que um caso de divórcio em família poderia culminar no banimento social de uma pessoa.
Caso a preocupação seja não entender nada da história, caso não tenha acompanhado a série ou assistido aos outros filmes, o público pode ficar tranquilo. A trama é bem estruturada e, fora algumas citações, é possível acompanhar a narrativa sem maiores problemas de compreensão.
Ir ao cinema assistir a “Downton Abbey – O Grande Final” é uma experiência diferenciada e que vale a pena, tanto para fãs, quanto para quem busca por conteúdo que representa outras épocas.
por Clóvis Furlanetto – Editor
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.