
Crítica: Um Filme Minecraft
Chega aos cinemas a aguardada adaptação em live action de um dos jogos para diversas plataformas mais aclamados mundialmente, e que leva milhões de pessoas a universo fantástico.
“Um Filme Minecraft” (A Minecraft Movie) permite uma imersão total na trama, como se estivéssemos participando do jogo. E este é apenas um dos pontos positivos desta maravilhosa produção cinematográfica.
A possibilidade de podermos assistir ao filme sem preocupações e apenas relaxar com a diversão é um grande atrativo, pois em um mundo tão conturbado quando o nosso, conseguir desligar da realidade por um tempo é um alívio no estresse diário.
O mundo de Minecraft permite usar ao máximo sua criatividade – é a premissa do jogo, onde os jogadores são convidados a explorar um ambiente tridimensional composto basicamente por blocos. Estes elementos são a matéria prima para a construção de diversos itens como armas, ferramentas e diversos tipos de estruturas para o conforto dos avatares.
Dependendo do tipo de jogo escolhido, o usuário poderá combater inimigos ou se relacionar com outros personagens e jogadores online pelo mundo ou mundos existentes.
Com essa ideia é que surge o primeiro filme desta franquia de games. Mas não se engane: a produção não cai no erro de algumas adaptações que transportam os personagens para o nosso mundo ao invés de apresentar em tela os ambientes digitais, nos quais os jogadores estão acostumados a se relacionar e viver suas aventuras.
“Um Filme Minecraft” nos leva para o seu universo, enquanto o nosso fica em segundo plano, sendo acessado em apenas dois momentos: no início e no final da narrativa.
A história nos apresenta um grupo de inusitados heróis que são transportados para o Mundo Superior: Steve (Jack Black), Garrett “O Lixeiro” Garrison (Jason Momoa), Henry (Sebastian Eugene Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks), que deverão enfrentar terríveis inimigos como os Piglins e Zumbis que buscam dominar o mundo de Minecraft.
Os corajosos aventureiros precisarão unir forças e suas habilidades criativas para vencer o mal e ajudar a população local. Será também uma jornada de superação dos problemas de suas histórias pessoais.
Sob a direção de Jared Hess, a obra apresenta uma narrativa objetiva e cativante. Jack Black e Jason Momoa conseguem uma química e entrosamento que raramente conseguimos ver. Suas ações não parecem ensaiadas, mas sim naturais e reais, dentro do universo fantástico onde estamos inseridos.
Quando as primeiras cenas foram apresentadas na tela, eu me desliguei da realidade e embarquei nessa eletrizante proposta. A cada sequência e reviravoltas era como se estivesse junto com os personagens lutando, correndo, vivendo em um mundo surreal, do qual não queria me despedir.
Este tipo de emoção é o que os jogadores sentem ao navegar em seus jogos. Sei disso, pois também tenho minhas preferências gamers que permitem minha imersão nas histórias, pelas quais navego com meu console e controle de ações, e “Um Filme Minecraft” conseguiu essa façanha no cinema.
Caso você tenha o hábito de sair correndo ao final da projeção, fica o aviso que há duas cenas adicionais distribuídas nos créditos.
Deixe seu lado gamer assumir o controle do jogo e vá ao cinema aproveitar uma das maiores aventuras deste ano.
por Clóvis Furlanetto – Editor
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros