Quando você lê o título de “Rio de Sangue”, talvez por lembrar outra conhecida expressão, “banho de sangue”, você imagine que será uma narrativa com muita ação e pessoas perdendo a vida. É mais ou menos isso.
Patrícia Trindade, vivida por Giovanna Antonelli, é uma policial que, após uma tocaia, é descoberta. Seu companheiro é morto, e ela, encurralada, atira no primeiro que aparece, e este estava desarmado e, pior: é irmão do chefão que estavam procurando. O que a faz ser jurada de morte por líderes do Narcotráfico.

Tal acontecimento faz com que passem a acontecer perseguições até encontrá-la para poder vingar a morte do traficante. Por orientação da chefia e do colega Chagas (Sérgio Menezes), Trindade vai para o Pará, mais precisamente para a Amazônia, onde sua filha, Luíza (Alice Wegmann), mora desde que se formou em medicina, para ajudar em aldeias através de uma ONG chamada Tapajós.
Quando a protagonista chega ao local, a filha está de saída com o namorado, Edenir Manacá, interpretado por Rui Ricardo Diaz, para levar medicações às aldeias. Só que além dos médicos, a intenção do rapaz é aproximar os caciques para tentar impedir que garimpeiros tomassem as terras dos indígenas.
Ele é a peça chave para a trama do filme dirigido por Gustavo Bonafé acontecer. Luísa não sabe da intenção do namorado, uma vez que correriam perigo, justamente porque Polaco (Antonio Calloni), não gostaria da interferência por ser a ele da região.

Até que, após uma ação impensada, a formação profissional de Luíza será fundamental para manter o casal em segurança (pelo menos por enquanto). A partir de uma ordem imposta pelo sobrinho de Polaco, Baleado (Felipe Simas), ela se verá em uma situação limite, enquanto tem que tomar decisões que impactarão diretamente em seu futuro.
Visando salvar a filha da emboscada da qual foi vítima, Trindade conta com a ajuda de Mário (papel do ator e líder indígena, Fidelis Baniwa, também responsável pela narração da história, alternando português e munduruku), que chega com uma inusitada sugestão: que ela se disfarce de trabalhadora do garimpo, a fim de conseguir infiltra-se no esconderijo onde Luíza está.

Escrito por uma extensa equipe (Lucas Vivo García Lagos, Dennison Ramalho, Felipe Berlinck, José Luiz Magalhães, Gustavo Rademacher, Rubens Marinelli e Gabrielle Siqueira), “Rio de Sangue” tem cenas muito bem filmadas, paisagens maravilhosas (de dentro da floresta e também nos caminhos estreitos de barro), e, é claro, muita ação.
E quando o público pensa que a narrativa está para ser resolvida, ainda há muito a ser desvendado. O suficiente para se abrir uma porta futura para, quem sabe, a produção de uma sequência.
por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Walt Disney Studios Br.