Crítica: O Velho Fusca

Apesar de o Fusca estar no título do filme, é o Velho, que também está nele, que se destaca no longa nacional que acaba de chegar aos cinemas.

Em “O Velho Fusca”, o avô (que não tem o nome revelado) vivido por Tonico Pereira, é o centro das atenções. Imagina um uma pessoa ranzinza. Ele é muito mais. Parece que o organismo dele só tem fígado de tão mal humorado que é.

O personagem tem um Fusca, velho, parado, no meio de um monte de caixas em sua casa, na qual não recebe ninguém. Este carro é o desejo de consumo de Júnior (Caio Manhente), seu neto, que acha que tendo um automóvel, pode impressionar Laila (Giovanna Chaves).

Júnior está apaixonado, mas acha que não tem chances com a jovem. Mas, ao ver um Fusca com teto solar, todo incrementado, com o motorista ao lado de uma garota, acha que pode se dar bem também. Mas…

O idoso não se dá bem com o próprio filho, Maurício (Danton Mello). Sem saber o motivo, ao comemorar seu aniversário, Júnior tenta reaproximá-los e, com isso, conseguir que o avô lhe dê o Fusca. Porém, o plano não rende o fruto esperado e sua mãe Elaine (Cleo Pires) tenta contornar a situação, mas não consegue.

É claro que o garoto tenta uma nova aproximação com o avô, afinal, ainda sonha em conseguir o carro. São muitos os obstáculos que ele terá que ultrapassar para realizar seu desejo: entre eles, unir a família e conquistar a garota.

Escrito por Bill Labonia, o roteiro de “O Velho Fusca” fala muito de valores familiares. O surpreendente é que o carro acaba sendo apenas um pano de fundo! Há de se ressaltar a grande atuação de Tonico Pereira, que torna-se o ponto central da trama.

Desde o início, o público se envolve com a comédia dirigida por Emiliano Ruschel e vale acompanhar cada segundo de sua narrativa.

por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela A2 Filmes.