Você já ouviu o ditado “a situação faz o ladrão”? Pois é, é exatamente isso que acontece com Jeffrey Manchester (Channing Tatum), protagonista de “O Bom Bandido” (Roofman). Querendo presentear alguém muito querido (sua filha), ele acaba encontrando um “caminho fácil” para conseguir isso.
O personagem não é aquele tipo que se posiciona como “vítima da sociedade”, que culpa-a por suas escolhas. É um cidadão comum que, por ser detalhista, sabe exatamente onde pode chegar para subtrair o que precisa e vai fazer o roubo.

Mas como não um bandido que maltrata, até se preocupando com os funcionários do local invadido, enquanto está em ação. O que era pra ser apenas um roubo pra presentear, virou um hábito, um vício, até ser reconhecido como o Ladrão do Telhado.
Isso o leva à prisão, com pena pesada. Tal situação leva à perda de sua família, com a esposa o abandonando e impedindo o contato com a filha. Obviamente, a vontade é fugir, o que consegue fazer de forma inusitada.

A procura por ele vai perdendo força com o passar do tempo, e outras notícias começam a ter mais destaques. Ele é “esquecido” e começa uma nova vida em um local improvável: uma loja de brinquedos.
Apesar de nunca ter sido um “Robin Hood da modernidade”, em alguns momentos do filme ele faz exatamente isso. Entrega aos pobres, o que obtém do “tirano”, Mitch (Peter Dinklage), dono do estabelecimento onde se esconde.

É quando tem uma nova oportunidade para ser feliz, ao se apaixonar por Leigh Wainscott (Kirsten Dunst) e começa a fazer tanta coisa boa que o público se apaixona por ele. De repente, aquele que a gente teria que odiar (afinal ele roubou – e não foi pouco) torna-se digno de torcida para ter um final feliz.
Dirigido por Derek Cianfrance (que também escreve o roteiro junto a Kirt Gunn), “O Bom Bandido” é baseado em uma história real e, para saber o que aconteceu a Jeffrey, vale a ida ao cinema.
por Carlos Alberto Quintino – especial CFNotícias
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films.