Crítica: Lições de Liberdade

A princípio, você — vendo inclusive as cenas do trailer — pode pensar que “Lições de Liberdade” (The Penguin Lessons) é muito “cabeça”, vamos dizer assim. Um filme que tem a ver com a ditadura vivida pela Argentina no ano de 1976.

Mas é uma obra fascinante. E é baseada em fatos reais. O roteiro escrito por Jeff Pope é baseado no livro de Tom Michell, “Lições de um Pinguim”. E traz uma narrativa interessantíssima, que começa de um jeito bem curioso.

Tom Michell (Steve Coogan) vai pra escola Saint George, a fim de dar aula de inglês para um grupo de meninos mimados — justamente nessa época em que está acontecendo toda essa tensão. Logo que chega ao local, já tem uma bomba estourando e ele fica desesperado. Mas tem consciência de ter ido para lá, fazer sua parte.

Em dado momento, o colégio é obrigado a parar com as aulas. O protagonista sai da Argentina e viaja para o Uruguai. Vai a uma festa, conhece uma mulher, e o que seria uma coisa tão comum, torna-se o início de uma grande história.

No dia seguinte, ao passear pela praia, depara-se com um pinguim — o único sobrevivente de um derramamento de petróleo. Se a princípio ele não parece interessado em salvar o animal, acaba fazendo o resgate e oferecendo os primeiros cuidados.

Ao tentar devolver o pinguim a seu habitat, perceber que ele não quer ir embora. No fim das contas, Tom volta para escola, onde não podia ter animais de estimação, nem cigarro, nem nada… E entra com o pinguim escondido!

O interessante é que vai se criando uma proximidade entre os dois. O professor coloca a ave para conviver com os alunos e o inesperado visitante transforma-se em um ponto de encontro, em elo. O personagem principal dessa história toda.

Dirigido por Peter Cattaneo, “Lições de Liberdade” é muito sensível, tocante. E, ao assistir ao filme, você entenderá melhor a profundidade e importância de seu conteúdo.

por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films.