Crítica – Invocação do Mal 4: O Último Ritual

Às vezes uma franquia consegue ser, ao mesmo tempo, tão boa quanto revolucionária. Assim foi com “Invocação do Mal” que, desde 2019, tornou-se uma espécie de referência obrigatória quando pensamos em filmes de terror com temática sobrenatural.

Depois de quatro capítulos de sua linha “principal” e outros tantos spin-offs que ganharam os cinemas depois de se tornarem conhecidos através das narrativas dos Warren, o casal de investigadores paranormais dá adeus aos cinemas, em sua última incursão baseada em um dos seus casos mais conhecidos.

“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” (The Conjuring: Last Rites) começa na década de 1960, com Ed e Lorraine (Orion Smith e Madison Lawlor) no início do que seria sua carreira de investigação de mais de 1000 casos, enquanto esperam o nascimento de sua primeira e única filha, Judy.

Porém, tudo dá errado. Sem conseguir resolver essa questão e depois de complicações quase fatais no parto de Lorraine, o casal tenta esquecer o perigo vivido e seguir em frente, agora como uma família.

Em 1986, a saúde de Ed (Patrick Wilson) está mais frágil após o ataque cardíaco que teve há cinco anos – visto em “Invocação do Mal: A Ordem do Demônio”. Além disso, a popularidade que deu fama a ele e sua esposa não está em seus melhores dias, o que faz com que decida, junto a Lorraine (Vera Farmiga), aceitar que é hora de se aposentar.

Mas calmaria não é uma palavra que faz parte do dicionário da médium e do demonologista mais populares do mundo, e eles vão encarar um novo caso de uma família da Pensilvânia, que se diz atormentada por algo desconhecido. Eles nem imaginam como isso está enraizado em suas histórias e o quanto a segurança de sua filha está em risco.

As duas famílias vivem momentos completamente diferentes: Enquanto os Warren se preparam para o casamento de Judy (Mia Tomlinson), os Smurl veem sua rotina ser modificada por uma força que invadiu sua casa, após a compra de um antigo espelho – o objeto amaldiçoado da vez.

Dirigido por Michael Chaves, “Invocação do Mal: O Último Ritual” segue o padrão estabelecido pela franquia, sem grandes jump scares, mas com pontos marcantes. Se há 12 anos, uma cena passada na residência dos Perron me fez pular da cadeira no cinema, agora em 2025 há outro semelhante que também me surpreendeu.

Mesmo que a produção tenha sido amplamente vendida como um encerramento, eu não creio que isso vá acontecer. O “Invocaverso” é grande e tem figuras bem bacanas, que talvez sejam capazes de levar o terror adiante – seja no formato de longas para as telonas ou, quem sabe, séries televisivas.

por Erik Alves – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros. Pictures.