Crítica: “C.I.C. – Central de Inteligência Cearense”

Nova comédia nacional que chega aos cinemas, “C.I.C. – Central de Inteligência Cearense” é o tipo de filme que pega o espectador pela surpresa e pelo bom humor.

No roteiro escrito por Marcio Wilson, a partir da história original de Edmilson Filho (este, também assumindo o papel de protagonista), Wanderley / Agente Karkará não é o que se pode chamar de Agente Secreto comum.

O personagem tem características que o tornam único e altamente eficaz: seu braço se estica como se tivesse saído de um gibi, sua força é capaz de conter qualquer investida e, para completar, ainda carrega tecnologia de ponta — biônica, para ser exato.

A missão? Investigar o assassinato de um cientista e impedir que um artefato de grande importância estratégica caia nas mãos erradas – entenda-se as garras dos vilões Cortez (André Segatti) e Koorola (Tóia Ferraz) – numa corrida contra o tempo que passa pela sempre instigante tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Tudo isso enquanto tenta manter a programação e sair para suas tão aguardadas férias.

Até aí, parece trama de filme de ação tradicional. Mas a produção dirigida por Halder Gomes surpreende e vira o jogo ao assumir o exagero e a irreverência como marcas registradas. O resultado é diversão garantida para os espectadores.

Entre lutas inusitadas, diálogos rápidos e situações que beiram o nonsense, o longa consegue entregar um clima de aventura com sotaque e tempero próprios. É aquela mistura de ação e comédia que não se leva tão a sério – gênero bastante popular, que foi deixado de lado por muito tempo, mas parece estar voltando com força às telonas – e justamente por isso arranca boas risadas.

No fim das contas, “C.I.C. – Central de Inteligência Cearense” prova que, quando a imaginação é maior que a lógica, até um braço elástico pode salvar o dia!

por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Paris Filmes.