Crítica: Terra à Deriva II – Destino

Se você curtiu o primeiro “Terra à Deriva” (lançado em 2019, no catálogo da Netflix), prepare-se: a sequência, “Terra à Deriva II – Destino” (Liú Làng Dì Qiú 2 / The Wandering Earth II) finalmente chega às telonas e entrega emoção, grandiosidade e aquele impacto visual que só o cinema consegue proporcionar. O filme é longo? É. Mas as quase três horas de duração passam voando quando a gente embarca de verdade na história.

Logo de cara, o visual impressiona. É aquele tipo de produção que dá gosto de ver pela escala, pela ousadia e pela qualidade técnica. Mas o melhor é que, no meio de toda essa imensidão, ainda dá pra sentir o lado humano da trama.

Tem ação, tensão, aqueles momentos em que a gente prende a respiração e tem espaço também pra refletir. A narrativa conversa com o presente, mesmo sendo futurista. Sabe a tal viagem a Marte que Elon Musk pretende fazer até o ano que vem, e a possibilidade de levar humanos para outro planeta, porque a Terra já estaria poluída demais?

Pois é, em “Terra à Deriva – Destino”, não só os humanos, mas todo o planeta seria deslocado, mexendo com a lua, com as marés e quem consegue interferir na natureza sem que ela dê de volta o que não lhe pertence?

O que posso dizer sem dar spoiler? O roteiro que tem como base a obra de Cixin Liu e escrita por Yang Zhixue, Gong Geer, Frant Gwo (também atuando como diretor) e Ruchang Ye é daquele tipo que faz valer o ingresso. Um sci-fi grandioso, emocionante e visualmente espetacular, feito pra quem gosta de sair do cinema com a cabeça cheia de imagens e o coração um pouquinho tocado.

É para refletir sobre o que estamos fazendo dia a dia conosco e com o planeta. Afinal, na trama fictícia, a esperança da Terra é escapar do sistema solar, uma vez que o Sol se tornou um gigante vermelho e existe a ameaça de extinção.

Por isso, a única saída é viajar para Alpha Centauri, um sistema estelar distante, em uma viagem que levará mais de 2500 anos. Dá para imaginar isso? Parece que os humanos, ao menos neste longa, entendem que se não fizermos nada em favor da Terra, não teremos futuro!

Quem não viu primeiro filme, não precisa se preocupar, dá para acompanhar a proposta desse, sem problema. Mas, obviamente, quem já conhece o universo vai notar detalhes que tornam a experiência ainda mais rica.

Se você, como eu, adora se perder numa boa história com cara de superprodução e alma de drama humano… vai fundo. O final é surpreendente e ainda conta com uma cena adicional.

por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Sato Company.