A Páscoa chega cercada de encontros, mesa farta e muitos chocolates, um cenário que pode representar risco para quem tem pets em casa. Apesar de comum nas celebrações, o chocolate é tóxico para cães e gatos e pode provocar desde desconfortos gastrointestinais até quadros mais graves de intoxicação.
Mas o alerta não se limita a ele. Durante o feriado, mudanças na rotina, excesso de petiscos e até o compartilhamento de alimentos podem impactar a saúde dos animais. Com alguns cuidados, no entanto, é possível adaptar a celebração e incluir os pets com segurança.
Como incluir os pets nas tradições alimentares?
Para quem quer trazer o pet para as tradições de forma saudável e divertida, a médica-veterinária Yeda Markowitsch, da Pet Delícia, marca pioneira em alimentação natural, sugere alternativas criativas.
“Uma boa dica é utilizar a própria alimentação natural para criar ovinhos de Páscoa. Rechear brinquedos e mordedores e escondê-los também pode ser uma ótima opção de caça aos ovos adaptada”, explica.
Além de seguras, essas atividades estimulam o olfato, mantêm o pet ativo e fortalecem o vínculo com o tutor. Outra alternativa é apostar em petiscos próprios para animais ou receitas caseiras simples, sempre com orientação veterinária. Segundo a especialista, a alimentação natural também traz benefícios como melhora da digestão, da pelagem e do bem-estar geral.
Vai viajar? Mantenha a rotina
Se a ideia for viajar com o pet no feriado, manter a rotina alimentar é essencial. Mudanças bruscas, como o consumo de comida humana, podem causar desconfortos e problemas digestivos.
A veterinária também reforça a importância de respeitar os horários. “Se for necessário fazer pausas, escolha locais tranquilos para que o animal se alimente com calma e se hidrate adequadamente.”
“Comida de gente”? Melhor evitar
Por mais difícil que seja resistir, evitar alimentos humanos é fundamental. As comidas típicas da data costumam conter ingredientes e temperos inadequados para os pets.
Alterações repentinas na dieta podem provocar diarreia, vômitos e outros desconfortos. Por isso, o ideal é manter a alimentação habitual. “Se a ideia for variar o cardápio, o processo deve ser feito de forma gradual e com antecedência”, orienta Yeda Markowitsch.
Crédito da imagem em destaque: Divulgação.
da Redação CFNotícias