Chega aos cinemas um filme de ficção cientifica que surpreenderá os fãs do gênero e agradará a todos os tipos de público, pois é uma obra prima na sua área. “Devoradores de Estrelas” (Project Hail Mary) apresenta uma narrativa concisa, envolvente, emocional e surpreendente, ao situar uma ameaça ao planeta Terra, não em um futuro distante com viagens ao espaço e uma tecnologia humana incrível, mas com recursos atuais e a incerteza se o objetivo final será alcançado.
A narrativa é baseada no livro homônima de Andy Weir e narra a aventura do professor de ciências Ryland Grace (Ryan Gosling), que simplesmente acorda em uma nave espacial, muito distante da Terra, após anos em coma induzido.
Enquanto tenta recuperar sua memória, descobre que é o único que continua vivo da tripulação original, para completar a missão mais importante de sua vida: tentar salvar a humanidade de um estranho fenômeno que está exaurindo o Sol. Mesmo que para isso tenha que abrir mão de sua própria existência, já que não há chances de retorno.

Nos materiais de divulgação (incluindo trailers e sinopse oficial), algumas informações já indicam o que será o tema central da obra: Grace não estará sozinho em sua jornada. O amigo inesperado que surge em seu caminho é uma forma alienígena. Com a textura de seu corpo lembrando a de uma rocha – o que o faz ganhar o nome de Rocky (movimento e voz de James Ortiz) – além de consciência e humor ácido, o novo companheiro de viagem do professor mostra-se muito inteligente.
A partir da união destes personagens, a história ganha uma direção maravilhosa de se acompanhar, que tem tudo para cativar o público com facilidade. Há companheirismo e aventuras emocionantes em um único pacote, o que transforma “Devoradores de Estrelas” em um título único.
Os diretores Phil Lord e Christopher Miller e o roteirista Drew Goddard conseguiram adaptar o livro de Andy Weir com maestria. Infelizmente, não pude ler este material, antes de assistir ao longa, mas, pela minha apuração, o roteiro segue o mais com grande fidelidade a história original. O que sempre acrescenta qualidade às versões cinematográficas.

Ryan Gosling dá um show de interpretação, e, mesmo sendo o único humano em tela na maior parte do tempo, não deixa a narrativa arrastada ou chata. É claro que tudo fica ainda melhor quando interage – da maneira que é possível a ambos – com Rocky.
A simplicidade adotada na produção é outro ponto de interesse, pois ela não tenta forçar demais com os efeitos especiais. A maioria das cenas é realizada dentro da nave terrestre e, quando temos um ambiente alienígena, os demais elementos gráficos são integrados com uma perfeita sincronia, evitando qualquer possibilidade de crítica de artificialidade.
“Devoradores de Estrelas” é daquele tipo de filme que deixa o público maravilhado por sua excelência, seja de vídeo, áudio ou texto. A dica é assistir em uma sala que conte com equipamentos de projeção eficazes, a fim de aproveitar em sua plenitude, a viagem incrível pelo universo e seus mistérios, proposta pela obra.
por Clóvis Furlanetto – Editor
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Sony Pictures.
*Crédito das imagens: Jonathan Olley.