Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que, se você não assistiu ao primeiro filme, “Destruição Final: O Último Refúgio” (lançado em 2020), conseguirá aproveitar e entender “Destruição Final 2”, que acaba de chegar aos cinemas, envolvendo-se na trama perfeitamente.
O que vemos em tela são histórias separadas, porém contínuas, que têm sua semelhança, em especial o cometa Clarke, que havia caído no longa anterior, e a princípio oferecia um espetáculo maravilhoso. Porém, ao entrar na atmosfera, desintegra-se, fragmentos atingem o planeta todo e fazem parte dos terráqueos procurarem abrigos, particularmente bunkers.

É deste trecho que começa o segundo capítulo, quando as pessoas saem para ver o que sobrou e por onde começar. O que encontram ainda é um ambiente irrespirável e perigoso, uma vez que continuam caindo fragmentos, inclusive no bunker na Groelêndia, onde os integrantes da família Garrity – o casal John (Gerard Butler) e Allisson (Morena Baccarin), junto a seu filho Nathan (Roman Griffin Davis) – passaram todos os anos que separam as duas obras, abrigados.

O trio sabe que há uma área que pode ser segura no sul da França, onde Clarke caiu e criou uma cratera que faz com que em seu entorno, tudo ainda viva, dando condições de um recomeço, pelo menos em teoria.
Porém, para chegarem até lá vão passar por inúmeras dificuldades, ora com saqueadores, ora com militares que, ainda brigam pelo que sobrou. Essa parte narrativa lembra um pouco o cenário da trilogia “Mad Max”, estrelada por Mel Gibson (com posterior remake protagonizado por Tom Hardy e spin-off com Anya Taylor-Joy à frente do elenco).

No longa dirigido por Ric Roman Waugh, a cratera vira uma espécie de “Terra Prometida”, como a descrita na bíblia. Aliás, pode-se dizer que ocorre com um deles o mesmo que ocorreu com Moisés naquela jornada.
Diante do que pode ser considerado como um Novo Apocalipse, o roteiro de Mitchell LaFortune e Chris Sparling, escrito para “Destruição Final 2” mostra a importância de se resistir não só física, mas emocionalmente, mesmo quando o quadro parece tão desfavorável.
por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films.