Crítica: Agentes Muito Especiais

Chega às telonas a nova comédia nacional com um toque de ação e aventura para divertir e deixar o início do ano com um ar mais leve. “Agentes Muito Especiais” demonstra que o cinema brasileiro continua sua escalada em qualidade técnica e narrativa, o que é uma ótima notícia para os cinéfilos de plantão.

A narrativa acompanha a trajetória de dois agentes de segurança totalmente diferentes um do outro, pois Jeff (Marcus Majella) é um policial atuante e com determinação, enquanto Johnny (Pedroca Monteiro) é um segurança medroso e atrapalhado, que vive sob os cuidados da mãe.

Mas quis o destino (e o roteiro) que eles se encontrassem em um ambiente no mínimo, improvável: o disputado espaço de treinamento do COIP – Centro de Operações de Inteligência da Polícia.

Neste local, os dois enfrentam uma preparação pesada e vivem muitas confusões. Até que recebem uma missão especial que deve culminar na captura de um bando de ladrões e sua líder, Onça (Dira Paes).

Não será uma tarefa fácil, havendo perigo como um elemento constante para os dois policiais que devem conseguir trabalhar juntos e superar suas diferenças – incluindo o modo como convivem com o fato de serem gays.

O filme foi concebido com base em uma ideia original do saudoso ator Paulo Gustavo e de Marcus Majella e o elenco apresenta nomes de peso como Chico Diaz (no papel de Comandante Queiroz), Malu Valle (como Marister, mãe de Johnny), e  Dudu Azevedo (interpretando Davi, um dos integrantes da gangue de traficantes).

A produção apresenta uma narrativa concisa e oferece momentos hilários – bem ao estilo dos protagonistas, aqui ampliando a bem-sucedida parceria vista na televisão, em várias temporadas do programa “Vai Que Cola” (onde dão vida aos carismáticos Ferdinando e Alejandro, respectivamente).

Marcus Majella e Pedroca Monteiro transitam entre as cenas com segurança e naturalidade, cientes de seu talento natural para fazer o público rir. O que dá à comédia um tom bastante crível, mesmo em sequências que podem parecer mais inverossímeis.

A direção de Pedro Antonio e o roteiro de Fil Braz merecem destaque. O resultado desse trabalho é um longa relativamente simples, mas divertido na medida, que, também eleva o nível de adrenalina com boa execução de lutas e perseguições.

Vale conferir.

por Clóvis Furlanetto – Editor

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Downtown Filmes.