Chega aos cinemas a continuação de “Wicked”, sucesso de 2024 que renovou o universo do clássico de 1939 “O Mágico de Oz”. A partir da trama de “Wicked: Parte 2” (Wicked: For Good), o público saberá, enfim, o que aconteceu com os personagens apresentados anteriormente, na primeira metade da adaptação cinematográfica da obra de Gregory Maguire.
A história segue a partir do ponto em que Elphaba (Cynthia Erivo) é difamada e passa a ser conhecida como a “Bruxa Má do Oeste”, pelos revoltados habitantes de Oz. Agora, exilada, ela luta sozinha para desmascarar o Mágico farsante (Jeff Goldblum).
Enquanto a outra protagonista, Glinda (Ariana Grande), continua iludida pelas mentiras que foram contadas e se deixando levar pelo crescente de sua popularidade, uma vez que ganha o título de “A Bruxa Boa do Norte” e vira uma espécie de símbolo positivo de Oz.

Sem sofrer do mal das continuações que têm sua potência diminuída, quando comparadas aos trabalhos que as precedem, “Wicked: Parte II” tem uma vantagem sobre sua antecessora: os personagens surgem já estruturados e com características mais fortes, dando um ar mais urgente e complexo aos acontecimentos.
Os figurinos criados por Paul Tazewell continuam impecáveis. As roupas de Glinda e demais personagens que utilizam cores vibrantes e vivas diferem das usadas por Elphaba, que mantém seu visual neutro e conservador.

E isso é muito mais do que um detalhe, uma vez que indica sua posição de real combatente do bem, em contraste com o colorido que apenas é uma indicação da felicidade superficial de Oz.
As primorosas atuações das duas protagonistas conseguem expressar a eterna dualidade entre o bem e o mal. O roteiro – mais uma vez a cargo de Winnie Holzman e Dana Fox – consegue manter sua qualidade narrativa do começo ao fim.
Com facilidade, o público é levado a uma viagem pela (agora inaugurada oficialmente) Estrada de Tijolos Amarelos, através da qual acompanhará sequências intensas e cheias de significado.

Assim como é convidado a se emocionar com aparição de Dorothy (que não teve o nome de sua intérprete revelado) e de seus improváveis companheiros de caminhada – Leão Covarde (voz de Colam Domingo), Homem de Lata e Espantalho, até o Mágico que, supostamente, lhes concederá a realização de seus maiores desejos.
O diretor Jon M. Chu é o grande maestro dessa orquestra de astros e estrelas que desfilam em cena com excepcional cuidado e brilhantismo, pois o tempo passa tão rápido quanto o tornado que levou Dorothy até o mundo de Oz.
Filme do tipo que deve ser visto na maior tela possível. Bata duas vezes seus sapatos nos calcanhares e vá agora para o mundo mágico de “Wicked: Parte II”.
por Clóvis Furlanetto – Editor
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.