Sou grande fã de terror. Em minha estante, livros com essa temática reinam absolutos. E sempre me anima a possibilidade de assistir a alguma obra do gênero, na TV ou cinema.
Desde a sua estreia em 2022, “O Telefone Preto” estava na minha lista de “Coisas a ver”, mas, confesso ter assistido apenas na véspera da Cabine de Imprensa de sua continuação. E acabou sendo um ótimo negócio.
Com a história bem clara na minha cabeça, deu para ver o quanto a proposta de “O Telefone Preto 2” (Black Phone 2) difere do primeiro filme. Mesmo porque, tudo que chega às telas agora é inédito, não mais uma adaptação do conto de Joe Hill.

Quatro anos após os eventos anteriores, Finn (Mason Thames) e Gwen (Madeleine McGraw) terão que enfrentar novamente o Sequestrador (Ethan Hawke). Mas, dessa vez, de uma forma ainda pior: o vilão está morto, mas consegue retornar do Inferno (para onde obviamente foi, após ser assassinado) para continuar atormentando os protagonistas.
O dom de Gwen está mais forte, assim como a capacidade de Finn de ainda ouvir o toque dos telefonemas sobrenaturais. Porém, enquanto a jovem quer ajudar os desconhecidos que aparecem em suas visões / pesadelos, seu irmão parece ter mais dificuldades para lidar com os traumas que carrega após sais do cativeiro e acabar com seu raptor.

O visual do longa é muito bonito e tem nos arredores congelados de um acampamento cristão no Colorado cenários perfeitos para descobertas de crimes cometidos há décadas (que nunca tiveram um desfecho), assim como para o retorno impactante do Sequestrador, que agora alia maldade pura a capacidades sobrenaturais.
Sem recorrer a jumps scares gratuitos, “O Telefone Preto 2” consegue ampliar a intensidade das cenas pensadas para atender a quem espera por conteúdos de terror. E a atenção do público é conquistada ao dar mais espaço à narrativa, explorando assuntos que tocam os personagens de diferentes formas.

Dizem que não se mexe em time que está ganhando. Então, além do retorno do trio principal, também volta o diretor Scott Derrickson, que escreve o roteiro inédito com C. Robert Cargill, com quem fez dupla na adaptação que agora pode ser considerada o primeiro capítulo de uma provável franquia.
Filme incrível e que ficou entre os meus preferidos do ano.
por Erick Alves – especial para CFNotícias
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.