“Vale Tudo” mesmo para assistir ao musical em homenagem a Tim Maia. Você entra em uma espécie de Túnel do Tempo e de repente fica ali, frente a frente com ele. O espetáculo é envolvente, hipnótico.
A cada música cantada, acompanhada por uma Orquestra Ao Vivo, o público se emociona. Ora se movimentando, ora sentindo cada letra, a qual é encenada por uma equipe de dançarinos e cantores. Entre as canções, “Acenda o Farol”, “Azul da Cor do Mar”, “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, “Gostava Tanto de Você” e, claro, “Vale Tudo”.
“Tim Maia – Vale Tudo” traz um pouco além do cantor, que também foi compositor, maestro, produtor musical e instrumentista. Mostra Sebastião Rodrigues Maia, seu nome de batismo. Sua vida como “marmiteiro” e também a trajetória dele antes de ser conhecido.

Quando cita parcerias, desfilam no palco nomes tais como Roberto Carlos, Jorge Ben, Gal, Elis, Sandra de Sá, Marisa Monte, só para citar alguns. E até interpretações internacionais. Ficar parado na poltrona do Teatro Claro MAIS SP é impossível.
Os cenários ambientados para cada música ou fala, são lindos, coloridos, iluminados. A interação com a plateia é outro destaque, não só no palco. Você se sente parte do espetáculo. As palmas, entre apresentações, muitas de pé, e também ao acompanhar as músicas, são inevitáveis.
Thór Junior interpreta Tim Maia e não é só na aparência e voz que ele é bom. E tem uma razão de ser: durante a Coletiva de Imprensa, disse que “plasmou” a vontade de interpretá-lo há muitos anos e dentre os mais de 2000 candidatos que participaram da audição, foi o escolhido.

Mas no dia teve vários problemas para chegar, dentre eles, perdeu o voo. Foi o último a ser ouvido. Tinha tudo para não ser o Tim, mas algo estava predestinado a ser. Diz que tirou a barba, deixando apenas o bigode, que até impressionou Nelson Motta quando passou por ele.
Apesar da tensão para saber se seria o escolhido ou não, eis que chega Carmelo Maia – que além de filho do Tim, é também ator, produtor, advogado, empresário e sócio da nova montagem, e lhe diz “a partir de agora seu nome não é mais Thór, mas é Meu Pai”. Imagina o misto de emoções que ele teve ao ouvir isso.
Carmelo (ou Telmo, como o pai lhe chamava por causa de um movimento espiritualista e filosófico: a Cultura Racional, do qual ele participou) também é representado no musical, e inclusive afirmou ter se emocionado ao assistir a uma cena de Tim com sua avó e chorado muito por isso.

Ele acompanhou todos os detalhes da produção que foi renovada por completo para esta nova apresentação. O espetáculo é baseado no livro homônimo de Nelson Motta, um dos primeiros tradutores do conceito “multimídia” no Brasil. Como compositor, escritor, jornalista, produtor musical e palestrante, ele testemunhou e influenciou tudo o que aconteceu na música brasileira.
A nova versão do musical não é uma biografia, porque não segue uma ordem cronológica, mas sim, uma grande celebração, conforme afirma Nelson Motta, no qual você poderá saber a origem das músicas, amores, as piadas, seu bom humor, enfim, a história do Tim dentro e fora dos palcos.
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Crédito das imagens: Stephan Solon.
por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias