Faz anos que os filmes nacionais estão ganhando mais espaço nas salas de cinemas e nos corações do público, pois a qualidade técnica, de roteiro e atuação tem tido um aumento significativo.
E a prova mais recente deste quadro positivo para o cinema nacional é a estreia de “O Último Episódio” que traz um resgate emocional e saudosista em termos de narrativa e utilização de ações entre o elenco que não utiliza as novas tecnologias.

A trama é simples, direta e maravilhosa, pois somos apresentados ao jovem Erik (Matheus Sampaio) que, no alto de seus 13 anos, está apaixonado por Sheila (Lara Silva), aluna nova de sua escola que não parece se importar com tal sentimento.
Para contornar esse problema, ele consegue chamar a atenção de sua amada dizendo que possui uma fita VHS com o último episódio do lendário desenho animado “Caverna do Dragão”. Mas é uma leve mentira, pois não há nenhuma gravação e o jovem vai precisar da ajuda de seus amigos Cristão (Tatiane Costa) e Cássio (Daniel Victor), se quiser sair dessa enrascada.

O que mais chama a atenção da obra é a inexistência de tecnologias atuais, fato explicado pela época na qual a trama ocorre, representada pela década de 1980. Isso é um alívio e uma grande sacada para o público focar no que importa de verdade: a história.
A atuação do elenco – principal e coadjuvante – é primorosa, temos a sensação de serem realmente pessoas que vivem aquele período de tempo. Além disso, os figurinos são impecáveis, contando com peças típicas da época.

Continuidade, cenografia e adereços resgatam itens que vão encher os olhos dos espectadores na casa dos quarenta anos. A dica é prestar atenção em todos os detalhes, das residências às bancas de jornal e dependências da escola, nenhum local está desprovido de objetos ou elementos marcantes.
“O Último Episódio” é, na realidade, um verdadeiro resgate histórico e conceitual. É uma oportunidade de relembrar com saudosismo de um tempo que não volta mais, assim como os espectadores mais novos poderão conhecer um mundo bem diferente (e até impensável pela maioria dos jovens atuais), no qual, mesmo sem as tecnologias digitais, as pessoas viviam as suas vidas com mais qualidade.
Vá curtir essa incrível viagem no tempo através da tela do cinema.
por Clóvis Furlanetto – Editor
*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Embaúba Filmes.