Crítica: O Rei da Feira

Tem comédia nacional chegando aos cinemas. Em “O Rei da Feira”, Leandro Hassum — que, aliás, também faz parte da produção — interpreta Monarca e atua de uma forma que eu nunca tinha visto. Realmente surpreendente.

No longa dirigido por Felipe Joffily, o protagonista é uma espécie de segurança da feira que tem dons mediúnicos, e também faz parte da polícia. Todo mundo gosta dele, porque apesar de fechar os olhos para algumas situações, é um amigão de todos.

Até que, de repente, Bode (Pedro Wagner), uma das figuras mais conhecidos do local, aparece morto de forma misteriosa, após ganhar no Jogo do Bicho. Ninguém imagina o que pode ter acontecido. A partir daí, se desenrola a investigação para descobrir quem o matou e por que isso ocorreu.

O clima lembra um pouco aqueles títulos de investigação à moda antiga, como a série policial dos anos 1970 estrelada pelo ator Peter Falkdo, “Columbo”, em que as suspeitas vão mudando de pessoa para pessoa. Aos poucos, surgem várias possibilidades: dívida aqui, desentendimento ali… até que a trama vai ganhando corpo.

A narrativa escrita por Gustavo Calenzani mistura comédia, sensibilidade, drama, romance e investigação. E esse combo torna a produção leve, divertida e envolvente, do tipo que você assiste sem ver o tempo passar.

Além de tudo isso, vale destacar que “O Rei da Feira” se passa em uma feira de rua típica do subúrbio carioca, que não entra só como cenário, mas quase como um personagem à parte.

É nesse ambiente cheio de vida, humor e histórias cruzadas que a trama ganha ritmo, mistério e leveza, deixando a experiência ainda mais divertida e próxima do nosso cotidiano.

Vale muito a pena conferir nos cinemas.

por Carlos Alberto Quintino – especial para CFNotícias

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Imagem Filmes