2025 tem sido um bom ano para o gênero terror nos cinemas, com produções que trazem os mais diversos assuntos para as telas. Sem dúvida, temas envolvendo práticas religiosas seguem como grande atrativo e, por isso mesmo, continuam gerando várias obras.
A mais recente é “Rosario”, longa distribuído pela Imagem Filmes, e primeiro trabalho do diretor colombiano Felipe Vargas, que conta uma história simples (talvez até demais), mas que entrega um resultado dentro do esperado.

Como o próprio título indica, a protagonista é Rosario Fuentes (Emilia Faucher na infância e Emeraude Toubia na fase adulta), jovem de origem mexicana, cuja família imigrou para os Estados Unidos, em busca de uma melhor qualidade de vida.
Com uma carreira sólida no setor financeiro de Manhattan, ela acaba se distanciando de sua avó materna, Griselda (Constanza Gutierrez), após o divórcio de sua mãe Elena (Diana Lein) e seu pai Oscar (José Zuñiga).
Até que fica sabendo da morte da idosa e, como única parente próxima (a mãe também já é falecida), precisa ir para seu apartamento, até a remoção do corpo do local, por uma ambulância que está com dificuldades em transitar pelas ruas, devido a uma nevasca.

O prédio tem tudo de ruim: além de ser muito antigo, não teve a manutenção adequada e também tem uma vizinhança assustadora (representada por Joe, papel de David Dastmalchian), o que o faz dele um ótimo fundo para uma história de terror, mas uma terrível opção para quem faz parte dessa trama.
Entre focos de imundície (que devem incomodar os estômagos mais sensíveis) e segredos envolvendo rituais religiosos pouco convencionais, Rosario descobrirá que nem tudo é o que parece e que há pode ter sido vítima de uma maldição poderosa.

“Rosario” não é um filme marcante, mas passa longe de decepcionar. Apesar de falhas visíveis, ainda é possível encontrar bons momentos, como o que envolve a parte de baixo de uma cama (minha cena favorita, aliás).
Sempre acho que devemos dar uma chance a produções de gêneros que gostamos, então, se você é fã de terror, vale conferir no cinema. Mas a dica é manter as expectativas baixas (principalmente no que diz respeito a sustos), encarando como uma história despretensiosa e até mesmo modesta.
por Erik Alves – especial para CFNotícias
*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Imagem Filmes